sábado, 17 de abril de 2010

Reunião do grupo promotor do Congresso do associativismo e Democracia Participativa Coimbra 2010-4-10



Apontamentos da Zé Tovar
(por favor acrescentem e corrijam )

Foi uma reunião para resolver assuntos práticos, com a seguinte ordem do dia:
1 – Estratégia de mobilização
2 – Debate do programa /cartaz/ficha de inscrição
3 – Financiamento
4- Mostra
5 – caderno revindicativo
6 – informações
MOBILIZAÇÃO
: tem como estratégia base a organização de encontros regionais e sub-regionais
Setúbal: –O ICE tem promovido reuniões e há um grupo mobilizado
Beja – ESDIME aderiu e está a organizar o encontro
PORTALEGRE – está a ser organizado
SUL – Falta Évora e faro – não há ainda grupo organizador;
Beira interior – o GAF (de Gouveia) vai promover reuniões na 1º quinzena de Maio; poderá tentar envolver Covilhã e Castelo Branco
Trás os Montes: houve uma reunião em Bragança. No entanto, não se considera mobilizado
BRAGA - ESTÁ A SER DINAMIZADA (AJD Deão)
COIMBRA: reunião agendada para 17 de Abril, dinamizada por KRISCER e SOLIDARIEDADE EMIGRANTE
PORTO: não está dinamizado. Cheik oferece-se para contactar Associação Luso-Turca, António oferece-se para contactar Base-Fut, Rita oferece-se para contactar SOS Racismo
AÇORES E MADEIRA: ainda não dinamizados.
Carmo oferece-se para contactar UMAR e IN LOCO
António oferece-se para contactar Quercus (há núcleo nos Açores e Madeira).
OUTRAS ESTRATÉGIAS DE DIVULGAÇÃO:
Autarquias com pedido de divulgação pª associações/rede social/
REDES na INTERNET
Sites e Blogs das associações envolvidas, facebook
Publicidade paga nos jornais nacionais? Não porque não temos dinheiro. Só se arranjarmos solidariedades/publicidade gratuita.
Manifestações de 25 e 1º maio – folhetos...
Quem tem projectos divulgar através dos parceiros
2 – PROGRAMA
Foi aceite o programa provisório apresentado pelo grupo responsável.
Preocupações: garantir que o congresso fosse capaz de dar voz às vontades das pessoas/associações e construir linha de acção para o futuro Foi lido o comentário do Ricardo, no Blog, e partilhada a preocupação de se manter a discussão aberta a outros espaços de democracia participativa que não a reunião; no entanto , nesta fase há um tónica central no espaço associativo ( embora sem pretender excluir outros) A luta pela dem participativa exige modos organizados de o fazer - subjacente a intenção de levar as associações a assumir a batalha . Uma das tertúlias poderá se acerca das associações serem promotoras da democracia participativa. Qualificar a dem. participativa qualificando as associações no sentido e pratica da dem participativa Propor um debate sobre o que é o associativismo cidadão – não está essa tónica no programa apresentado... mas está implícita.
Texto desafio? Conceitos... Para muita gente a relação entre democracia participativa e associativismo não é óbvia – que é cada um tem que fazer para além de pertencer a uma associação e votar num partido? Há algo que é uma atitude de grupo e não um rótulo – há um caminho a percorrer dentro das associações, para que se reclassifiquem como escolas de democracia. Talvez fosse enriquecedor se como base juntássemos os comentários de hoje, conseguir que se clarificar bem as alternativas em democracia participativa... associativismo e explicitação de outros aspectos... e democracia dentro das associações. Promoção da cidadania na escola? No trabalho? no espaço público? Um texto de partida para enriquecer no percurso até ao congresso... que incluísse as insatisfações provenientes das associações, com as sua problemáticas específicas... uma caminhada para ir construindo o caderno revindicativo que será concluído com as entradas do Congresso.
A própria mobilização das associações é feita em vários momentos... mobilização e reflexão. A ideia é transformar as preocupações em ideias mobilizadoras- Recolha das várias preocupações ... como é que as associações tem voz? Tem horas reservadas nos canais públicos?
O PROGRAMA :enquadra o encontro .O programa deve ter a definição mínima com o que se pretende e enquadrar; não pode ser eternamente aberto. Somos nós associações que vamos enquadrar o movimento, esperando que outros sectores venham também a contribuir para esta discussão. Este programa pode ser divulgado desde já... incorporar na forma do congresso a questão da democracia...
CARTAZES E FICHA DE INSCRIÇÃO - Foi aprovada a imagem proposta da imagem, que contém uma ponte e a ideia de Movimento. O folheto terá de ter algumas modificações. Colocou-se a hipótese de ter que mudar de local o congresso: há limitações logísticas em TONDELA. Há um ORÇAMENTO que contempla: secretariado, organização, cartazes, imprensa, registo vídeo e áudio , material de desgaste, telefones, convidados. TOTAL : 65 675 € - mas prevê-se diminuir o quantitativo deste orçamento, procurando parcerias para registo vídeo, divulgação na imprensa e sendo que os “convidados” serão militantes destas coisas do Associativismo e da Democracia Participativa, pelo que pagam as suas próprias despesas. Haverá uma associação que vai assumir ser promotora e abrir a conta ... proposta a AJD em primeiro lugar, caso não aceite será o ICE .
CADERNO REVINDICATIVO Começar desde já a recolher as aspirações das associações Os movimentos sociais não podem estar sujeitos à lógica fiscal actual – há que criar uma lógica fiscal diferente. Exigir espaço na comunicação social. A promoção da democracia associativa deve estar prevista no Orçamento. Qual é a ideia mais mobilizadora para convidar associações? Transformar as ideias mais mobilizadoras em comunicado de imprensa .Mas é necessário por as ass a falar, recolher o que for produzido nas reuniões regionais... Há intenção de fazer uma moção partindo do congresso – um caderno revindicativo- no final serão retiradas as conclusões e levada à aprovação.

- MOSTRA :há possibilidade de financiar a mostra (ANIMAR)
Quem vai mostrar? As associações
-Propostas para a MOSTRA: desfiar as associações a mostrar os projectos que trabalhem a democracia participativa - painéis por temas de intervenção, por exemplo: ambiente, inclusão, minorias, género, crianças. Conceber uma mostra e pedir as associações que mandem de acordo com certos requisitos, linhas de força. Haverá um grupo que se debruce sobre o que pode ser uma mostra.
Uma ideia: a mostra poderá ter lugar no local em que se organizam as tertúlias, distribuir os temas da mostra conforme os temas das tertúlias .
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+ próxima reunião – 19 de JUNHO: apanhado das inscrições, logística, fontes de financiamento

domingo, 11 de abril de 2010

NOTA DE IMPRENSA






Será que vivemos num pais plenamente democrático?



À primeira vista, parece que sim. Temos eleições livres. Temos uma constituição em que se consagram os direitos dos cidadãos. Temos aquilo que se designa por um Estado de Direito … Mas a verdade é que a nossa Democracia não é plena.



A verdade é que esta só existe, de facto, quando à escolha, em liberdade, de quem nos representa, se associa um quotidiano de participação nas decisões, de produção e promoção de cidadania e de afirmação, não apenas do direito a direitos mas também do direito de … optar, de questionar o próprio direito.



Dito de outro forma, é na interacção entre a participação e a representação, na reconfiguração desta pelos impulsos que venham dos cidadãos e da sociedade que se concretiza a Democracia Plena. E tal não acontece ainda, na precisa medida em que não estão asseguradas as condições para o funcionamento da Democracia Participativa.



Com efeito, e se é certo que à Democracia Representativa são oferecidos todos os meios para o seu funcionamento - financiamento dos partidos, remuneração dos seus eleitos e técnicos, pagamento das campanhas eleitorais, apoio material à sua actividade, etc., - à Democracia Participativa nenhum recurso, nenhum cêntimo é facultado ... Um ou outro contributo para iniciativas localizadas e delimitadas, sob a forma de financiamentos parciais a projectos, mas nenhum apoio à sua sustentabilidade funcional.



A Constituição da Republica Portuguesa que consagra, com quase igual dignidade, a Democracia Representativa e a Democracia Participativa -considerando uma e outra pilares da Democracia Plena - , não é, de facto, na prática cumprida.



Inverter esta situação, alcançar a afirmação da Democracia Participativa impondo a viabilização das formas organizadas de Democracia Participativa que são as associações é o propósito de um grupo de associações e cidadãos que iniciou um movimento em ordem à organização de um Congresso em que se implicaram já mais de 150 associações e que tem, precisamente, como um dos seus propósitos confrontar o Estado e a Democracia Representativa com as responsabilidades que lhe cabem na sustentabilidade do movimento associativo e da Democracia Participativa.



A nossa democracia assim o exige.



É este um projecto politico - por definição não partidário – que ocupará sem duvida um espaço de relevo na Agenda do presente ano de 2010.



… E é para vos falar deste movimento, deste projecto, que vos convidamos a estar presentes, na sexta feira dia 19, pelas 15h00, nas instalações da associação ETNIA sitas no Centro Interculturacidade, Rua dos Poiais de S. Bento nº 73 em Lisboa.



P’la COMISSÃO PROMOTORA



Maria do Carmo Bica - ADRL – Associação para o Desenvolvimento da Região de Lafões

Mário Alves – ETNIA e CENTRO INTERCULTURACIDADE

Rogério Roque Amaro – PROACT e ANIMAR

Rui d’Espiney - ICE

domingo, 21 de março de 2010

Associativismo – Reunião da equipa promotora - Apontamentos da Zé Tovar



Coimbra 20-3-2010


Realizou-se em Coimbra, em 20 de Março a reunião do grupo promotor do Congresso do Associativismo e Democracia Participativa (Tondela Novembro/2010)


Desta vez creio quer os meus apontamentos estão bastante incompletos!
Mesmo assim tomo a liberdade de os partilhar aqui convosco, esperando que outros venham completá-los e corrigi-los. Peço a atenção dos grupos de trabalho!

PONTOS PRÉVIOS

1 – Foi lido e-mail do Zé Carlo Albino (para ver o e-mail seguir o link do titulo) que não pode estar na reunião mas faz várias propostas, que na sua globalidade foram de encontro às preocupações e objectivos do grupo. A questão “Que a característica Política do Congresso e seu Processo, não tenha contornos ideológicos marcantes, susceptíveis de conotações partidárias; o que deve ficar claro na Manifesto” provocou alguma controvérsia, pois entendeu-se que que o congresso contem de facto uma ideologia expressa, enquanto afirmação da dignidade e valor da democracia participativa, embora claramente não conotado com nenhum partido.

2 – Foi dada informação acerca da oficina de Águeda em 28 de Fevereiro, promovida pela D'Orfeu e Câmara de Águeda http://zetovar1.blogspot.com/2010/02/seminario-para-o-associativismo-iii.html

3– Foi comentado a debate sobre associativismo popular na assembleia da republica... Sobre esta questão, foi comentada a necessidade do nosso movimento se manter alerta e informado sobre outros movimentos em torno do associativismo com vista a criar redes de interacção. A Democracia Participativa é vista como complementar e sinérgica com a Democracia Representativa, e assume-se que no congresso pode haver uma plataforma de discussão de relação entre as duas.



Ponto 1
PROGRAMA DO CONGRESSO


Orienta-se segundo os 4 eixos definidos (conforme a ultima reunião, ver postagem de quinta-feira, 11 de Março de 2010-Síntese da reunião promotora. Coimbra, 20/02/2010)

Assume-se um congresso político com lógica revindicativa, com uma preocupação de
sustentabilidade do Associativismo e Democracia Participativa, incluindo vertente protesto/denuncia mas também enunciando possibilidades alternativas


O Congresso terá um formato múltiplo:
Sessões plenarias (no início e no final)
Semiplenários
Tertulias ( debates sectorias propostos pelas associações e organização)
Posteres


Recusamos partir para o Congresso com um texto programatico com conclusões pré definidas:
são as associações que trazem os problemas que vão ser organizados no congresso.
As Tertulias são elemento fundamental para incluir a participação das Associações; Pretende-se que as Tertúlias que tenham consequencias. Tem de haver discussão.comunicação, consequencias,
criação e fortalecimento de redes que possam dar continuidade ao processo... não são meras conversas, orientaram-se para a produção de soluções. Não são conversas, são espaços de construção de pensamento estratégico



Algumas temáticas possíveis para as tertúlias:

Coesão social:
Igualdade e diversidade/ Ou então associativismo e justiça social
Associativismo e economia (desemprego, trabalho precário, economia solidaria)
Associativismo e gerações
Associativismo e média (as associações são um não assunto?) /cultura digital/novas formas de mobilização
Associativismo e artes / formas de expressão participação
Associativismo/o ambiente
Associativismo/estado/ sociedade
Solidariedade/voluntariado
Sustentabilidade
Associativismo/educação/formação
Lazer e bem-estar
AssociativismoX Serviços Publicos
Outras problemáticas que as Associações possam trazer


Prevê-se criar um debate sobre Associativismo e Democracia participativa com participação Internacional, o que poderá acontecer nas Tertúlias e num Semi-plenário

A propósito dos temas para as tertúlias, partilharam-se algumas preocupações
:

Dentro da questão Igualdade /diversidade/ mobilidade, reconhecida esta última como direito humano mas não assumida, conforme provam os problemas para trazer artistas de fora da união europeia para os festivais de Musicas do Mundo -.

Como é que criamos uma escola de participação?

Desertificação do interior/ desigualdade territorial/serviços públicos

Desigualdade dos imigrantes: o emigrante que tem os deveres de qualquer cidadão mas não tem os direitos de todo o cidadão;não autorizado a participar na politica de vida activa. Democracia participativa X 500 000 emigrantes que estão aqui a trabalhar e não podem participar politicamente.

A questão do AssociativismoX Media – para publicar um artigo, só temos a carta do leitor – importa quem fala não o que é falado. A questão de o Associativismo ser um não-assunto, não ser visível o peso do associativismo enquanto Valor, enquanto Economia.

Devemos incluir a questão da Revisão Constitucional?



INTENCIONALIDADES :

1 – Que as associações façam mais e melhor – aspectos fundamentais do processo de desenvolvimento democrático – visibilidade aquilo que as associações fazem.
2 – Promover o trabalho associativo enquanto a construção de um associativismo cidadão.
Reflexão para dentro. (Como é que criamos uma escola de participação?)
3 – Trabalho no sentido de conseguir este objectivo politico – avance propostas para construção do caderno revindicativo
4 – Promoção da cooperação entre associações e construção colectiva de soluções- induzir redes (capacidade de propor, conhecer e interagir)
5 – Luta pelos direitos ainda não explícitos.



ALGUMAS EXPECTATIVAS


Este congresso está a pensar chegar ao fim com o caderno revindicativo que não é de nenhum de nós... mas do congresso.
Acreditamos na possibilidade de o congresso ser uma forma de mobilização colectiva.
Passa pelo tr toupeira, pela criação de laços...

O congresso serve para o movimento ass ficar mais forte. Essa é uma vertente do congresso

Participação: Nada sobre nós sem nós...

Estão em aberto todas as revindicações possíveis - a questão central tem a ver com a participação
Iremos tão longe como as pessoas quiserem que se vá longe.



PONTO 2 : LOGÍSTICA


A ACERT dispõe:
Um espaço
1 auditório 280 lugares (pode ir até aos 300 ou 350)
1 segundo auditório com 120 lugares que se pode utilizar em conjunto com o primeiro através de um sistema de vídeo
Várias salas de trabalho
Restaurante ,bar
Possibilidade de armar uma tenda, condicionada pelo clima.
A escola secundária pode dispor da Cantina e salas para trabalho de grupo


LIMITE de 500 pessoas



Financiamento: foram apontadas possibilidades:
A ANIMAR tem um projecto para financiar iniciativas-
poderíamos aplicar essa verba na organização do congresso

Projecto “juventude em acção” pode financiar a participação de jovens neste congresso



ESTRATÉGIAS DE MOBILIZAÇÃO
fazer uma ficha de inscrição
Por associação (1 ou 2 pessoas) e individual
Vai ser criado um Folheto
Logótipo
Criação de um grupo google para facilitar a nossa comunicação
Necessidade de prosseguir com encontros locais e regionais como estratégia central de mobilização

PROXIMA REUNIÃO: 10 de Abril, 15 horas, Coimbra

quinta-feira, 11 de março de 2010

CONGRESSO DO ASSOCIATIVISMO E DA DEMOCRACIA PARTICIPATIVA

Síntese da reunião promotora. Coimbra, 20/02/2010

I - CONSIDERAÇÕES GERAIS/PRESSUPOSTOS ORIENTADORES


1 - A proximidade do Congresso – faltam pouco mais de 9 meses para a sua realização – ditam a necessidade:

- de intensificarmos os esforços no sentido de assegurar uma ampla mobilização de associações e o seu envolvimento na reflexão sobre os desafios que se levantam à democracia participativa bem como sobre os próprios conceitos desta e do Associativismo;

- de nos debruçarmos, a partir de hoje, sobre a organização, logística e preparação do Congresso.

2 - Tendo em vista a mobilização de associações importa, desde logo, tornar claro o que se pretende com o Congresso e o que se quer que ele seja.

2.1 Nesta ordem de ideia recorda-se que o Congresso tem por propósito explícito uma reivindicação eminentemente politica (embora de todo não partidária). Concretamente, a de dar centralidade à Democracia Participativa … hoje com um papel periférico na sociedade portuguesa.

2.2 Também nesta ordem de ideias, se afirma que se pretende um Congresso que contribua … para a clarificação e formulação do que preocupa as associações e outras formas organizadas de Democracia Participativa … para a requalificação das associações, na perspectiva de uma efectiva assumpção do papel que lhes cabe na promoção e produção de cidadania … e para a elaboração de um “Caderno Reivindicativo” que confronte o Estado com a responsabilidade politica que possui na criação de condições para a sustentabilidade material da Democracia Participativa.

Desejando-se produção de conhecimento, não se quer um congresso científico. E desejando-se visibilidade do movimento associativo, não se quer que ele seja um espaço de mostra, à semelhança do que procuram ser as Manifestas.

2.3 Para que alcance os intentos referidos, torna-se essencial que o Congresso se organize de forma a garantir, por um lado, que os presentes participem activa e democraticamente na reflexão e, por outro que dele saiam linhas orientadoras para a acção posterior do movimento associativo, em ordem ao aprofundamento e à viabilização da Democracia Participativa. Nesse sentido deverá:
- Basear-se no funcionamento de grupos de reflexão que, numa lógica de tertúlias, debatam temas identificados previamente, (pela comissão promotora e pelas reuniões preparatórias que terão lugar nas várias regiões);

- Prever um momento plenário em que se socialize a reflexão dos grupos e se retirem conclusões/linhas de orientação para o futuro.

2.4 Sendo a diversidade dos sujeitos e das preocupações uma das riquezas do Congresso - e do processo que a ele conduz -, é no entanto, possível identificar, desde agora, quatro eixos de problematização a que o evento deverá responder. A saber:
- O contributo do associativismo para a coesão social ou, dito de outra forma, para o combate a todas as formas de exclusão,
- O que se entende por associativismo cidadão, o que pressupõe identificar os sujeitos chave no exercício da cidadania e os espaços onde esta se deve desenvolver;
- Quais as formas que deve assumir a sustentabilidade do movimento associativo e, mais genericamente, da Democracia Participativa;
- Que nova relação se tem de estabelecer entre a Democracia Participativa e a Democracia Representativa e, subsequentemente, a que reconfigurações deve esta obedecer para que faça eco da Democracia Participativa.
3. A mobilização para o movimento que confluirá no Congresso deve surgir como um processo de conscientização das associações nomeadamente quanto ao imperativo de dar centralidade à Democracia Participativa e de se tornarem elas próprias espaços de Cidadania.

Tal não nega que o contacto com as associações a mobilizar se oriente, num primeiro momento, para uma mera sensibilização. (Muitas associações acham-se fechadas sobre si próprias e sobre a crise que as atinge e não estão despertas para a pertinência de um movimento como este a que estamos a dar vida, carecendo por isso de um esclarecimento prévio).

Ao esforço de sensibilização das associações – através de contactos directos deverá no entanto seguir-se, a muito curto prazo, o de realização de momentos de reflexão e aprofundamento das problemáticas em aberto por recurso a encontros e tertúlias.

Para este efeito, será útil a reelaboração do documento inicial, e que vem vindo de base à explicitação do nosso pensamento, tornando mais evidente o propósito político que preside a este movimento e explicitando-se quer os quatro eixos de problematização a que o Congresso deve responder, quer a razão de ser da metodologia que se adopta para o seu funcionamento.

4. Desejando-se que o Congresso se traduza num sucesso de mobilizarão, importa, no entanto, ter consciência de que muitas associações – designadamente as que intervêm como meras prestadores de serviços ou como agências de programas estatais - se não identificam com os objectivos que este movimento prossegue, e que por isso não vão estar presentes.

… Em ultima analise não se pode perder de vista que um movimento desta natureza se desenvolve por vagas ou círculos.




II – MEDIDAS ORGANIZATIVAS


1.Tendo em vista uma maior eficácia ao nível das deliberações (evitando-se, nomeadamente, o “marcar passo” que implica a participação de associações que aderem pela primeira vez) decidiu-se estabilizar a Comissão Promotora que, em definitivo, será constituída pelas seguintes entidades:

a)Já confirmadas: ACERT ADCL ADRL ANIMAR AZUR GAF ICE KRISCER OLHO VIVO SOLIDARIEDADE IMIGRANTE.
b)Por reconfirmar: ADCMOURA AJD ASSOCIAÇÃO ZÉ AFONSO D’ORFEU PROACT
c)a convidar : (Tendo em vista diversificar a composição em termos de públicos e de regiões) ACEP  CIVITAS ETNIA FED. PORTUG. DAS COLECTIVIDADES  GESTO IN LOCO MUDIS PASEC SOS RACISMO UMAR (e ainda uma associação do Nordeste Alentejano, outra da Beira Interior e uma terceira de Trás os Montes)

A Comissão Promotora surge como o rosto do movimento, cabendo-lhe: proceder a pontos de situação; pilotar a preparação do Congresso; interagir com os Poderes e representantes da Democracia Representativa; intervir junto dos média, etc.

Prevê-se a constituição de uma Comissão Organizadora mais restrita, que chame a si estas funções no intervalo das reuniões da Comissão Promotora.

2. Constituíram-se Grupos de Trabalho (GT) para a preparação e organização do Congresso. Por razões que têm a ver com uma maior facilidade de contacto e de encontro, os GT serão, salvo uma excepção, integrados por pessoas de uma mesma região. Assim:

2.1 G.T. - Programa do Congresso – É seu objecto a elaboração de um programa que contemple uma metodologia participativa de funcionamento do Congresso e identifique as problemáticas e temáticas debatidas pelas tertúlias e em Plenário. Integram este grupo (do Minho): Ana Paula Dias, Fernando Ilídio e Manuel Sarmento.

2.2 G.T. - Logística e Angariação de fundos - É seu objecto: a identificação e obtenção dos meios materiais necessários à realização do Congresso; a elaboração do orçamento previsível; e o esforço de obtenção de financiadores. Integram este grupo (da região centro): António Minhoto, Carmo Bica, Carlos Vieira, Marco Mendonça e Miguel Torres.

2.3 G.T. - Divulgação – É seu objecto publicitar o evento, animar a circulação de informação e gerir o blog. Integram este grupo (na sua quase totalidade pessoas da região centro): Ana Paula Dias, José João Rodrigues, Maria José Tovar, Paula Medeiros e Vítor Andrade.

Decidida, desde já, a convocação de uma conferência de imprensa, pela qual ficou responsável Carmo Bica

2.4 “Pensatório” – É seu objecto sistematizar o conhecimento produzido sobre as problemáticas que enformam o combate pela afirmação da Democracia Participativa e a requalificação/aprofundamento do movimento associativo, bem assim como a gestão e coordenação da elaboração do “Caderno Reivindicativo do Movimento Associativo”. Integram este grupo (é este o único constituído sem que se obedecesse a uma lógica de a proximidade territorial): António Cardoso Ferreira, Fernando Ilídio, João Silva, Manuel Sarmento e Rui d’Espiney.


III – NOTAS FINAIS


1. Regista-se o facto de se terem identificado 82 associações que participaram, até ao presente, neste processo (número na verdade superior se tivermos em conta as instituições que estiveram presentes em reuniões mas de que não se recolheu o nome e outras que manifestaram o seu desejo de aderir, embora ainda não hajam participado).

2. Desde a última promotora realizaram-se reuniões em Arraiolos, Mirandela, Setúbal e Viana do Castelo.

3. A próxima reunião, que terá lugar a 20 de Março em Coimbra, deverá orientar-se para a análise e aprovação do orçamento e do programa provisório.

Rui D'Espiney